Um guia das incubadoras de Lisboa para começares o teu negócio

Apr 25, 2019

A lista conta com duas dezenas de incubadoras.

Um guia das incubadoras de Lisboa para começares o teu negócio
Fotografia: CML

Um ecossistema empreendedor é um ambiente dinâmico; contudo, quando esmiuçado, podemos defini-lo em torno de quatro grandes agentes: pessoas, empresas, locais e eventos. É assim que se divide a plataforma do Made Of Lisboa, a marca que agrega o ecossistema lisboeta. As pessoas fazem empresas, interagem com locais e juntam-se em eventos. Alguns desses locais são incubadoras, outras são aceleradoras, outras fablabs (ou laboratórios de fabrico), há ainda os espaços que são apenas de trabalho partilhado –também chamados coworks.

Neste artigo olhamos para as incubadoras. Das incubadoras mais ligadas ao ramo tecnológico, como a Startup Lisboa e a Beta-i, passando pelo ramo energético ou da saúde, fazemos uma lista das incubadoras existentes em Lisboa. Algumas são públicas, outras privadas; há ainda incubadoras dentro de faculdades e universidades. A lista conta com duas dezenas.

1 – Startup Lisboa

Fotografia: Nuno Gervásio

Não seria possível iniciar esta lista sem a Startup Lisboa. Estávamos em 2012 quando a Câmara Municipal de Lisboa arriscou e lançou uma incubadora. Não nasceu apenas a Startup Lisboa, começou a nascer a ‘cena’ empreendedora na capital portuguesa. Hoje, ao operar a partir da Rua da Prata, a Startup Lisboa é mais que uma incubadora de novos projectos e ideias de negócio – é uma espinha dorsal de um ecossistema cada vez maior e mais vibrante, dinamizando iniciativas abertas a toda a comunidade e desenvolvendo grandes projectos como o Hub Criativo do Beato.

2 – Beta-i

Fotografia: Ciano Vetromille

Há duas grandes incubadoras em Lisboa: a Startup Lisboa, que é pública, e a Beta-i, que apesar de privada mantém uma relação estreita com a autarquia. A Beta-i dispõe de espaço de trabalho partilhado e de escritórios privados, salas para reuniões e eventos e outras condições para ajudar start-ups a desenvolverem-se. Acesso a mentores, encontros com investidores, programas de aceleração e colaboração com grandes empresas são outras áreas em que a Beta-i se centra.

3 – Centro de Inovação da Mouraria

Fotografia: CML

Sendo a Startup sobretudo de génese tecnológica e comercial, faltava à Câmara Municipal de Lisboa uma incubadora destinada às indústrias criativas. Assim, nasceu o Centro de Inovação da Mouraria (CIM) ou Mouraria Creative Hub, que acolhe projectos nas áreas do design, media, moda, música, azulejaria, joalharia, entre outras. O CIM disponibiliza postos de trabalho totalmente equipados, uma ampla rede de mentores, formação e consultoria à medida, acesso a soluções de financiamento e apoio à comercialização dos produtos e serviços.

4 – EDP Starter

Fotografia: CML

Ideias de negócio, projectos de empreendedorismo e start-ups na área de energia interessam à EDP e é por isso que a energética portuguesa dinamiza o EDP Starter. Trata-se de uma incubadora com o propósito de ajudar um projecto na indústria da energia desde a fase de ideia até à de investimento. O EDP Starter conta com mentores que dão essa ajuda.

5 – Lispolis

Fotografia: CML


Localizado em Carnide, o Lispolis é um pólo tecnológico que agrega no mesmo “campus” um conjunto de empresas nessa área. Novos negócios podem juntar-se ao Lispolis através da aquisição de um dos vários lotes que ainda estão por construir, ou do Centro de Incubação e Desenvolvimento. Aqui encontrarão uma incubadora com postos de trabalho partilhado, salas privadas, espaços de reunião e formação, assim como outros serviços e condições necessários para que a empresa comece a trabalhar mal se instale. O Lispolis promete apoio no estabelecimento de contactos, procura de investimento ou noutras necessidades que tenham.

6 – Impact HUB Lisbon

Fotografia: CML

Qualquer empreendedor ou empresa, com três, quatro pessoas, com um projecto na área do empreendedorismo social pode juntar-se ao Impact Hub Lisbon, por valores que podem ir dos 50 aos 380 euros mensais. Os projectos que lá se instalarem terão acesso a programas de incubação, aceleração e scale-up (para escalarem) ligação a investidores, a instituições públicas e privadas, e programas de formação mais personalizados, de acordo com as necessidades de cada projecto.

7 – Village Underground (VU)

Fotografia: CML

Semelhante ao CIM, o Village Underground é uma incubadora associada às indústrias criativas, mas de iniciativa privada; foi fundado por Mariana Duarte Silva. Localizado em Alcântara, o VU é composto por um complexo de contentores; é um espaço de trabalho partilhado, há gabinetes privados, salas de reunião, etc. Há também um conselho destinado a dar mentoria e apoio a novos projectos, composto pelo artista plástico Vhils, pelo músico Branko (Buraka Som Sistema), pelo empresário Stephan Morais e pelo investidor Felix Petersen, da Faber Ventures.

8 – Bright Pixel

Fotografia: Mário Rui André/ Shifter

Depois de ter fundado o SAPO, Celso Martinho criou a Bright Pixel, um estúdio que ajuda outras empresas a crescer. A Bright Pixel conta com uma incubadora para apoiar start-ups tecnológicas que estão numa fase muito inicial, investindo em alguns desses novos negócios, dispondo para tal de um fundo de 8 milhões de euros. Paralelamente, a Bright Pixel desenvolve projectos de cariz mais experimental com várias empresas e entidades em Portugal e no Mundo, tendo para tal uma equipa experiente e permanente de programadores, designers e gestores de produto.

9 – NIDE Lisboa

A Fundação da Juventude disponibiliza, através da sua iniciativa StartUP Juventude, os NIDE, ou seja, Ninhos de Empresa. Existem dois NIDE, um em Lisboa e outro no Porto, onde novos projectos podem encontrar um espaço de trabalho partilhado, salas de reunião e de formação, zonas de convívio, etc. A incubação pode ser física ou virtual; os NIDE ajudam no desenvolvimento do plano de negócio, no acesso a fontes de financiamento e sistemas de incentivos e na mentoria nas áreas de gestão, marketing, finanças, assessoria jurídica, etc.

10 – Mercado de Inovação

Fotografia: CML

A Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica decidiu ter uma incubadora e lançou o Mercado de Inovação. Têm um espaço de trabalho partilhado mas também salas individuais, salas de formação e salas de reunião. As empresas incubadas, que não têm de ser projectos associados à junta de freguesia, terão acesso a mentoria e apoio técnico na sua fase de afirmação e crescimento. O acesso custa entre 40 e 70 euros.

11 – ENTER

Inaugurado em 2017, o ENTER é uma incubadora ligada à Altice e localizado em Campolide. É a casa temporária da equipa do Web Summit, que se irá mudar para o Hub Criativo do Beato assim que este tiver pronto. Com dois pisos, o ENTER tem áreas de cowork, salas de reunião, áreas de refeição, um laboratório e uma sala multifunções equipada para a realização de eventos – espaço para uma centena de empreendedores usufruir, segundo a Altice.

12 – Incubadoras em faculdades

As faculdades são espaços de aprendizagem académica, mas podem também providenciar aos seus alunos ferramentas e oportunidades para irem além do que aprendem entre quatro paredes. Nesse sentido, algumas faculdades têm incubadoras a funcionar internamente. A saber: o Play, da Universidade Lusófona; o Tec Labs, da Faculdade de Ciências e da Universidade de Lisboa; o Labs Lisboa, do ISTCE; o NOVA SBE Venture Lab e o NOVA Madan Parque, ambos da Universidade Nova de Lisboa.

Fotografia: CML

****

Este artigo foi realizado no âmbito de uma parceria entre o Shifter e a Câmara Municipal de Lisboa / Made of Lisboa.