Estudo Toyno | Como está a ser o regresso dos portugueses aos espaços físicos?

By Toyno Nov 3, 2020

Estudo quer entender impacto da pandemia na relação com os espaços físicos

Estudo Toyno | Como está a ser o regresso dos portugueses aos espaços físicos?

Como estão a reagir os portugueses ao voltarem aos lugares de onde estiveram afastados durante os meses do confinamento? Como vai ser o seu comportamento daqui para a frente? Como é que os museus, centros de ciência, escritórios, espaços de aprendizagem, e demais lugares que costumávamos ocupar podem preparar o regresso das suas pessoas?

Estas questões surgiram na cabeça da equipa da Toyno, um estúdio de design que cria experiências através da interação com o espaço, três semanas após o Governo português ter apelado ao dever cívico de confinamento em todo o país. Acabaram por dar origem ao “Spaces Between Us” um estudo preliminar de como a pandemia alterou os comportamentos dos portugueses e a sua relação com os espaços físicos.

“Quando fomos para casa sentimos que todas as nossas ações estavam diferentes. A forma como levávamos o lixo à rua, falávamos com os vizinhos, íamos ao mercado”, aponta Roberta Mansur, project manager na Toyno. “Sendo nós um estúdio de design que trabalha justamente com ‘space psychology’ e as interações do ser humano com o espaço percebemos que teríamos que rapidamente atualizar as nossas premissas de design para continuarmos a responder às necessidades dos utilizadores.”

Para dar os primeiros passos deste estudo, a Toyno lançou um questionário online, de abrangência internacional, e fez entrevistas a pessoas tão diferentes quanto diretores de escolas ou diretores de marketing e recursos humanos. A equipa também quis sentir na pele estas questões: foi para a rua fazer observação ativa em espaços e transportes públicos no auge da pandemia e visitou museus e centros de ciência na sua reabertura.

Desta pesquisa, a Toyno percebeu que, enquanto esteve em casa, a maioria dos portugueses optou por ocupar o tempo livre com atividades de caráter físico que os levasse a desconectar da realidade, como desporto, limpezas ou arrumações, enviou mais mensagens e fez mais chamadas de vídeo tanto a nível profissional como a nível social. E mesmo os mais resistentes acabaram por ter de dar prioridade aos canais digitais para cumprir as suas tarefas diárias, fossem essas as compras ou o acesso a serviços.

O regresso trouxe então menos contacto físico, a utilização de novos acessórios e a priorização das atividades ao ar livre em detrimento daquelas que se passem em espaços interiores e partilhados, caso não haja um trabalho efetivo de comunicação quanto segurança oferecida nestes espaços. E será este o futuro? “Com a análise de longo prazo que estamos a fazer queremos perceber que comportamentos são para ficar - e não apenas uma resposta imediata ao trauma-, para podermos ajudar os espaços a fazerem previsões mais precisas”, explica Roberta Mansur.

O trabalho da Toyno vai continuar com o aprofundamento deste estudo e do trabalho em parceria com as instituições para responder aos desafios e aos novos constrangimentos concretos pelos quais estas já estão a passar. “É importante perceber como podemos trazer as pessoas para um estado de maior descontração nos espaços sem comprometer a segurança. Como é que podemos induzir comportamentos seguros sem que estes estejam sempre associados ao medo de tocar ou de aproximar de tudo e todos”, conclui a project manager.

Quem é a Toyno?

É um estúdio de design que cria experiências através da interação com o espaço fundado em 2012. Desenha experiências que ligam as pessoas ao mundo através do conhecimento e da arte, cria ambientes que promovem experiências de aprendizagem agradáveis e eficazes e ajuda as marcas a criar ligações emocionais com os consumidores.

A Toyno é responsável pela exposição Variações Naturais, no MUHNAC para a Lisboa Capital Verde 2020 e também pelo projeto Fit Out dos escritórios da Auchan Retail Portugal de 7500m2.

Para mais informações contactar: play@toyno.com

http://www.toyno.com/